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Este app quer acabar com o estresse nas praças de alimentação

Este app quer acabar com o estresse nas praças de alimentação

* Por Exame.com
Pode não parecer, mas uma visita às praças de alimentação nos shoppings pode se tornar um evento para lá de estressante: pegar filas, repetir o pedido diversas vezes, esperá-lo em pé, encontrar os colegas, disputar uma mesa…  E, do outro lado dessa relação, os restaurantes acabam perdendo muitos clientes para o desconforto.
Foram o que descobriram os empreendedores Alexandre Dinkelmann e Fernando Taliberti, ao conversarem com mais de três mil consumidores: 70% deles iriam com mais frequência às praças, se houvesse melhor conveniência.

Após essa pesquisa de mercado, os dois largaram posições de destaque na empresa de tecnologia TOTVS para investir em um negócio próprio: o aplicativo Onyo, que permite pedir comida nas praças de alimentação por meio do celular.
Após um investimento de um milhão de dólares, feito pelos fundadores e por investidores-anjo, e uma aceleração no Founder Institute (Nova York) em 2016, o aplicativo possui hoje 2.500 usuários cadastrados e está operando em 15 restaurantes. O plano é chegar a 500 unidades até o fim do ano que vem.

Grande tese, empreendimentos focados

A Onyo surgiu a partir do desejo de Dinkelmann de criar seu próprio empreendimento. “Queria ter um negócio que refletisse a cultura e os valores em que eu acredito, como colocar o cliente no centro das atividades, jogar em equipe e trabalhar com meritocracia. Quando as empresas se tornam maiores, costumam esquecer-se desses fatores.”
A experiência de ver tecnologias para e-commerce e varejo físico na TOTVS foi outra fonte de inspiração.
“Percebemos uma demanda entre pessoas físicas e estoque: não havia uma tecnologia pela qual a pessoa que estava na rua pudesse saber se uma loja possui produtos à pronta entrega, como acontece em uma loja virtual, por exemplo.”
Dinkelmann e Taliberti começaram a procurar negócios que atendessem a grande tese de facilitar a experiência do usuário que já está em movimento.
“Fomos vendo em quais produtos e serviços havia mais inconveniência para as pessoas, o que daria mais tração ao negócio. Conversamos com várias empresas de varejo e vimos que a praça de alimentação era um bom mercado para isso. É um setor grande o suficiente para mover bons números e pequeno o suficiente para conseguirmos dominar o mercado.”
A empresa foi formada no meio de 2014 e passou seis meses nesse processo de conversa com clientes, redes de varejo e shoppings para se decidir pelo ramo de praças de alimentação. O desenvolvimento da solução começou em 2015 e, no mesmo ano, a Onyo formou uma parceria de teste com a rede Gula Gula, do Rio de Janeiro.
Em 2016, a Onyo passou por uma aceleração do Founder Institute, em Nova York. Depois do processo, criou um escritório na cidade americana para acompanhar as tendências mundiais de empreendedorismo. Dinkelmann virou um mentor da Founder Institute no Brasil, para fornecer suporte a outras startups brasileiras.

Também foi o ano para realmente entrar em operação: foram fechadas parcerias com centros de compras do Rio de Janeiro, como Barra shopping e Tijuca Shopping, e de São Paulo, como Eldorado, Morumbi, Vila Olímpia e Villa Lobos.
Hoje, 15 unidades possuem integração com o aplicativo. Porém, Dinkelmann ressalta que já há contratos fechados com 25 marcas de alimentação, que possuem somadas mais de 1.500 lojas no país. Alguns dos restaurantes acordados são A Casa do Pão de Queijo, Baked Potato, Bon Grillê, Patroni, Pizza Hut, Mania de Churrasco!, Montana Grill, Rizzo e Subway.
Segundo dados pesquisados pela Onyo, há hoje 500 shoppings com praça de alimentação no Brasil, somando de 7 a 8 mil restaurantes fast casual e fast food. São 300 marcas relevantes, que servem 14 milhões de refeições por semana nesses espaços. O valor total pago pelas refeições, em um ano, fica entre 20 e 22 bilhões de reais.
* Por Mariana Fonseca, da Exame.com

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